Barra de navegação
 Menu

Veja como o ambiente em volta de seu animal pode influenciar na epigenética!


 Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil cerca de 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos, sendo o nosso país o quarto maior do mundo em população total de animais de estimação. A população em média de cães e gatos vacinados na cidade de Araçatuba corresponde a 22.964 e 3.127 respectivamente, totalizando 26.091 animais. Vale lembrar que, mesmo já imunizados, estes devem permanecer sobre constantes cuidados, como banhos, tosas, vermifugações e nutrição adequada. Além disso, é crucial que disponibilizemos tempo e atenção para os nossos mascotes, cuidando com o amor e carinho que eles merecem.

 Todos esses cuidados somados ao ambiente em que esse animal está exposto (uma situação de estresse ou conforto), influenciam diretamente no crescimento e desenvolvimento corporal, além da parte reprodutiva. Estes fatores exógenos podem afetar inclusive a expressão de determinados genes, vindo até a silenciá-los. Isto é o que chamamos de Epigenética.

 O termo epigenética foi usado pela primeira vez por em 1940, por Conrad Waddington para descrever as interações de genes com o meio ambiente e os caminhos que cada célula pode tomar durante o desenvolvimento. Epigenética significa “o que está acima” ou “em adição” à informação genética codificada no DNA, ou seja, é um ramo da genética que estuda os mecanismos que promovem a regulação da expressão de genes a nível da transcrição, por meio das alterações químicas no DNA e na cromatina (Feinberg; Tycko, 2004; Richards, 2006; Talbert; Henikoff, 2006). Essas alterações podem modificar ou não o fenótipo do animal, sem que ocorra alteração na sequência do código genético (Gibbs, 2007; Jirtle; Skinner, 2007; Waggoner, 2007).

 As alterações epigenéticas são adquiridas e estabelecidas ao longo da vida de um animal e podem ser modificadas pelo ambiente. Experimentos recentes na área de epigenética sugerem que o meio ambiente em que um ser vivo é inserido pode ser capaz de transmitir partículas elementares para a linha germinativa, sendo a metilação do DNA a forma mais comum desse tipo de modificação adquirida e transmissível (Tollefsbol et al., 2011).

 Ao buscar sites de relacionamentos para nossos animais de estimação, com o intuito de encontrar um companheiro para o seu animal, deve-se buscar um formulário completo de dados do animal, como características físicas, vacinação, idade, raça, temperamento, comportamento e histórico reprodutivo. Todas essas informações devem ser avaliadas no momento da escolha do parceiro, para uma possível gestação.

 A alimentação adequada dos animais de estimação é um fator que pode contribuir na epigenética, ou seja, tudo o que for fornecido para essa mãe no seu período gestacional poderá influenciar nas características fenotípicas dos filhotes. Para isso é necessário o fornecimento de uma ração adequada e balanceada, assim como a ingestão de líquidos. Além disso, se você pretende que seu animal de estimação reproduza-se, é fundamental que você proporcione bem-estar, como, por exemplo, conforto térmico adequado, tosa bem feita e ambiente confortável. Desta maneira, evitaremos que esse animal passe por situações de estresse e, consequentemente, esteja exposto a alterações na expressão de genes que podem ser transmitidos as próximas gerações.

Drª Ludmilla Zavarez

Graduada em Medicina Veterinária (2011) pela Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI).
Mestre em Reprodução Animal (2014) pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal (FCAV-UNESP).
Doutora em Reprodução Animal pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal (FCAV-UNESP).

 Anúncios
 Rodapé